Sunday, April 10, 2005

nesta selva, em que muitos julgam ser leões, categorizam-se as pessoas pelo que elas vestem, os carros que conduzem, o aspecto que têm. que inutilidade...
quando era puto, e forçado a ir a algo mais que o santo sacrifício da saída da missinha de domingo, ouvia com frequência senhoras apinocadas a rigor exercitarem este tipo de avaliação. depois baixavam a cabeça, pesarosas e indignadas.
e assim prosseguia o serviço, fúnebre, em dia de festa.

(C) TCA Posted by Hello

“Queremos almas formatadas. Queremos gente sem mente. Queremos o vosso pagamento pelo segredo desvendado. Queremos que venham sempre à mesma hora, sem faltas, sem desculpas, sem preguiças. Queremos que sejam servos do “senhor” (o das vestes brancas com certeza!). Queremos que queimem os livros malditos. Queremos que se reneguem todos os dias e que batam na boca mil vezes, quando tiverem alguma coisa a dizer. Falaremos por vós, e nada tereis a temer, porque a vida é eterna, e sobretudo, é para viver noutro lugar, e um dia destes.”
Cem Truques, Nu Azul

vale a pena ler o post "almas formatadas" todo aqui, escrito a nu azul

7 comments:

j.p. said...

até o incompleto de nós se completa pelo imaginário. e mesmo o non-sense adquire naturalidade ao olhar que contempla. parabéns, TCA. Sempre excendendo a expectativa. Um abraço. J.

wind said...

Bom post. bjs

Manoel Carlos said...

"Queremos que queimem os livros malditos" temo que a ficção se torne realidade, tantos são os retrocessos que o Século XXI tem apresentado.

Lia Costa Carvalho said...

teu risco traçado com a tua ideologia. O artista igual a si mesmo :).
P.S. que surpresa boa encontrar o Manoel Carlos por aqui,tca, e aproveito para deixar um bj pros 2.

O Micróbio said...

Riscos politicamente incorrectos...

Papo-seco said...

Vendilhões do templo
Rostos imcompletos

Realidades desconhecidas.

Gostei muito deste teu poste

Carla said...

Há quem só veja mesmo uma parte das pessoas: a da aparência. Nunca se fica com a moldura completa quando não se consegue olhar para dentro. Beijo grande.