Tuesday, June 21, 2005

beira tejo

memórias de lisboa à beira tejo

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Barca bela

Pescador da barca bela,
Onde vais pescar com ela.
Que é tão bela,
Oh pescador?

Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Oh pescador!

Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Oh pescador!

Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela
Só de vê-la,
Oh pescador.

Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela
Foge dela
Oh pescador!

Almeida Garrett, Folhas Caídas

9 comments:

Anonymous said...

LINDO!

Micas said...

Adorei esse sol de verão que hoje começa.

Menina_marota said...

Apetecia-me colocar aqui uma música e, partir com essas velas desfraldadas, ao amanhecer desse sol fulguroso...

Tudo isto para dizer que...é um bom começo de Verão, espero que não muito escaldante.

Abraço e uma boa semana para todos :-)

Verca said...

Simple but very strong! How can it be? Creating such a beautiful symplicity. Isn't it that? Beauty's lying within you and in the simple things.

hirondelle said...

Lindo T.! Simples intenso cheio de brilho e fogo.Gostei.
p.s.:e já agora, compra um cãnito ;).bjs

hfm said...

Belo!

JoaquimGilVaz said...

à muito que não encontrava um blog que fosse tão do meu agrado. Parabéns...muito bem construído, gosto do ambiente, realmente transpira saudade e fado por todos os poros de todas as palavras....

abraço

Margem... said...

Tão lindo, este post.. tão belas palavras e tão belos traços...

Beijos TC

manuel said...

Este poema de Garrett prova que a verdadeira arte é intemporal, sobretudo se tiver a capacidade englobadora do símbolo.